PARAÍSO SELVAGEM


"Sobre as águas um pincel suspenso…
A tinta esvaía-se na entristecida
aurora matutina.
A tela nada dizia aos ramos
boquiabertos dos choupais.
No entanto, a pintura transmitia
a fonte de um querer ser
para além do infinito.
As faces brancas do papel
povoavam o dorso de
estórias sem história
de uma memória imemorial.
“In memoriam”
(Repetia incessantemente
o pintor daquele quadro)
daqueles que aniquilam o seu estro,
arrancando-o do chão destroçado,
pelos anos de vãos e tristes versos.

Ao entardecer,
a tela jazia no musgo esbranquiçado
da clareira!
Nem tons de azul, nem nuances
de verde palmeira.
A escuridão da noite
relegara o poeta
para a clausura
de um pensamento voraz.
E o pincel,
silencioso e esquecido,
aguardava suspenso sobre as águas
o romper
de uma nova
madrugada!"
(Eugénio)

5 comentários:

OCP disse...

Obrigado por seguires o meu estaminé. :D

Gostei do que vi aqui no teu canto e irei voltar mais vezes. :)

Esta imagem é a minha favorita. ;)

nanda disse...

Muito bonito!

Coisas de Mulher disse...

Cores fantásticas!

Ponto de cruz da Genylemos disse...

Mais um excelente quadro, gosto do teu trabalho... jinhos...

Anónimo disse...

Ensinas.me a pintar assim?! ...
ou pelo menos com metade do sucesso com qe finalisas os teus trabalhos?! :x

aiii assério ... excelente! **

Beijinho da Ana Rita (afilhada do mano ;D)